O exercício de consumir o que é nosso!


Actualmente, e perante o excesso de produtos disponíveis, o exercício de consumir o que é nosso deve ser apoiado e incentivado.

As grandes superfícies comerciais, com venda de produtos alimentares, devem atribuir aos consumidores o direito de opção de adquirir produtos alimentares regionais, nacionais e internacionais, através da disponibilização desses géneros alimentícios no seu mercado.

No entanto, no consumo diário, nomeadamente no consumo de pequena escala, tais como restaurantes e alojamentos locais, é nosso dever enquanto consumidores e cidadãos, incentivar e apoiar o consumo de produtos regionais, de modo a que os produtores tenham oportunidade de comercializar e escoar os seus produtos.

Só desta forma conhecemos a essência de qualquer região. 

Nestas férias, em passagem pelo Algarve e num dos jantares num restaurante local, e como sempre faço, pedi ao empregado de mesa vinho da região do Algarve. Fiquei tremendamente desapontada quando me respondem que não tem produtos da própria região. Dá para acreditar? 

Mas sabe de quem é a autoria desta situação? E todos nós, consumidores ignorantes que não exigimos produtos regionais nos territórios.

Mas deixo agora uma excelente sugestão e bom exemplo, da minha passagem pelo restaurante Marquês de Marialva em Cantanhede. 

O restaurante Marquês de Marialva está situado num pequeno largo, em Cantanhede, onde nasceu o proprietário do restaurante, José Carlos Guerra. O nome da casa dá o seu tributo ao nobre D. António Luís de Menezes, primeiro Marquês de Marialva.

Depois de uma longa viagem por França, quando regressou a Portugal, a terras da Bairrada, abriu o restaurante, cujo principal objetivo foi e ainda é, uma homenagem à genuína cozinha da região.

Qual o meu orgulho, quando para além de várias opções de vários produtos de diversas regiões regiões, percebo que o restaurante dá prioridade aos produtos locais, desde o belo queijo do Rabaçal até ao aprazível vinho da Bairrada. 

Os motivos da visita são mais que muitos, para além do excelente atendimento, da deleitável comida e de um espaço fantástico, prima pela região.

Se os consumidores e vendedores preferirem cada vez mais aquilo que é nosso, essa opção, para além de ser um acto de cidadania, vai traduzir-se em mais consumo, logo, em mais produção e em mais valor económico para a Região e para o nosso País.

Fica a dica!